terça-feira, 13 de junho de 2017

BRASIL - Unidade pelas Diretas Já no Movimento Estudantil

Está chegando a hora do 55º Congresso Nacional da União Nacional dos Estudantes (CONUNE). O evento, que acontece em Belo Horizonte de 14 a 18 de junho, além de discutir os próximos rumos do movimento estudantil, também serve de palco para a eleição da nova diretoria da UNE, que completa 80 anos. Dentre os campos que estão na disputa, uma pauta é central: o restabelecimento da democracia no país e a realização das Diretas Já.

De acordo com Marianna Dias, atual diretora de Relações Internacionais da UNE e uma das candidatas à presidência da organização pelo movimento “Vem Quem Tem Coragem”, a ideia é fazer do congresso um grande encontro para reivindicar o direito ao voto. “O CONUNE estará a serviço da resistência e é essa uma das propostas que queremos levantar enquanto chapa. Precisamos defender o que conquistamos nos últimos dez anos: a educação, a saúde pública, as leis trabalhistas”, declara a militante, que é a escolha da União da Juventude Socialista (UJS) para suceder a atual presidenta da entidade, Carina Vitral, também da UJS.

A conjuntura também fez com que o Campo Popular da UNE colocasse como prioridade para o CONUNE a luta dos estudantes contra o governo não eleito. É o que declara Jessy Daiane, diretora de Políticas Educacionais, integrante do “Ocupa UNE” e militante do Levante Popular da Juventude. “Queremos uma instituição cada vez mais combativa e que faça luta na rua, canalizando as mobilizações. Do ponto de vista do movimento estudantil, precisamos democratizar a UNE, voltar com a organização de caravanas e com o Centro Popular de Cultura (CPC)”, pontua Jessy.

Outro movimento que está na disputa é o Correnteza, que compõe a oposição de esquerda da UNE. Márcio Brito, um dos representantes do grupo e diretor da Assistência Estudantil da UNE, avalia que o papel do movimento estudantil é essencial para o momento do país, e que agora todos devem trabalhar para conquistar as eleições diretas. “Os movimentos populares, de uma forma geral, conseguiram inviabilizar o governo. A mídia não conseguiu sustentá-lo. Então, resta que a juventude permaneça resistindo, de maneira intransigente, para construir uma nova alternativa política para o Brasil”, ressalta.

O congresso terá, ainda, a participação de partidos a direita do espectro político, como PSDB, PMDB, e do Movimento Brasil Livre (MBL).

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