quinta-feira, 13 de julho de 2017

SAÚDE - Mapeamento genético de idosos de SP encontra 207 mil mutações nunca vistas

Pesquisadores do Centro de Pesquisa sobre o Genoma Humano e Células-Tronco da Universidade de São Paulo (USP) estão a um passo de tornar público o maior mapeamento genético de idosos saudáveis da América Latina. Serão dados de 1.324 pessoas com mais de 60 anos da cidade de São Paulo. Em uma primeira fase, já foram identificadas 207 mil mutações genéticas nunca antes descritas na literatura médica - o que significa que são mutações particulares da população paulistana, que é amplamente miscigenada.

Dessas, 46 mil mutações são consideradas potencialmente mais prejudiciais, pois são associadas à perda de função, o que pode causar doenças ou alterações clínicas na pessoa. Essa primeira parte da análise foi feita com uma amostra genética de 600 pacientes com base nos exomas (pequenas frações do genoma), seguindo os critérios da Sociedade Americana de Genética Médica. “Do ponto de vista dos dados globais, o mundo está cada vez mais misturado e nós antecipamos um pouco essa miscigenação global”, afirma o geneticista Michel Naslavsky, que coordena o grupo de estudo da USP, liderado pela geneticista Mayana Zatz

Nenhum comentário: