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sábado, 8 de julho de 2017

ECONOMIA - Nordeste puxa a produção de energia eólica no Brasil, que bate recordes

Os bons ventos nunca foram tão bem aproveitados. Na terça-feira (4), o Brasil produziu 6.704 megawatts de energia eólica. Mais do que o recorde anterior, de um dia antes (6.280) e o que o registrado no dia 13 de setembro de 2016 (6.059).

A energia gerada na terça é suficiente para abastecer 3 milhões de consumidores por um mês inteiro. E significou 11,42% de toda a eletricidade produzida no dia, no país.

O Brasil tem 457 parques eólicos, 80% deles estão no Nordeste. Juntos, eles têm capacidade de produzir 11,4 gigawatts de energia eólica. É o equivalente a uma usina de Belo Monte.
Esses recordes seguidos de produção de energia a partir dos ventos têm duas explicações. Primeiro, porque novos parques eólicos estão sendo colocados em operação. Além, disso, nós estamos apenas entrando no período de safra.

No Brasil, os ventos vão ficando mais fortes de meados de junho até dezembro. Os melhores meses são setembro e outubro. Por isso, o setor aposta que muitos recordes vão ser quebrados até o fim de 2017.

Até 2020, outros 287 parques vão entrar em operação e vão gerar mais 7 gigawatts de eletricidade. O potencial de crescimento da produção desse tipo de energia é imenso. Uma conta, feita pela Associação Brasileira de Energia Eólica, deixa isso claro.

Todas as usinas do país, de todas as fontes - hidrelétrica, termoelétrica, eólica, solar - têm capacidade de produzir juntas 160 gigawatts de energia. Mas se tivéssemos parques eólicos em todos os lugares do Brasil já mapeados, a produção poderia chegar a 500 gigawatts, mais do que o triplo do que é produzida hoje.

Em 2016, o Brasil ficou em nono lugar no ranking mundial de produção de energia eólica. A primeira da lista é a China.

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