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quarta-feira, 9 de novembro de 2016

MUNDO - Trump surpreende e se torna o 45º presidente do EUA

Bilionário, famoso e polêmico ainda eram adjetivos insuficientes para o empresário Donald Trump, 70, que agora também tem no currículo o título de presidente dos Estados Unidos. Dono de um império imobiliário, cassinos e campos de golfe, o magnata vai se apoderar, em 20 de janeiro de 2017, da cadeira mais importante de seu país. Embora as pesquisas de intenção de voto indicassem o contrário, Trump venceu a candidata democrata, a ex-secretária de Estado e ex-primeira-dama Hillary Clinton, conquistando ao menos 276 dos 538 votos do Colégio Eleitoral em contagem parcial dos votos pela Associated Press às 5h35 (horário de Brasília) desta quarta-feira (9).

Hillary obteve 218 votos nessa contagem e, apesar de aparecer com pequena vantagem nas pesquisas de intenção de voto, perdeu Estados importantes, como a Flórida, Ohio e a Carolina do Norte. Trump assumirá o cargo hoje ocupado por Barack Obama ao lado de seu vice, o governador do Estado de Indiana, Mike Pence. Em seu discurso de vitória, Trump se comprometeu a "renovar o sonho americano" e fez um apelo para a união do país. "Serei o presidente de todos os americanos e isso é muito importante para mim".

"Para aqueles que optaram por não me apoiar, estou estendendo a mão para a sua orientação e ajuda para que possamos trabalhar juntos para unificar nosso grande país", disse Trump, em um apelo também pela união de seus críticos, principalmente dentro do Partido Republicano. O mercado financeiro reagiu negativamente ainda durante a apuração. Na Ásia, as bolsas registraram forte queda. O peso mexicano alcançou o nível mais baixo dos últimos 20 anos.

Com Trump presidente, chega à Casa Branca a primeira estrangeira a ser primeira-dama desde o século 19. Nascida na antiga Iugoslávia, a ex-modelo Melania Trump, 46, manteve uma presença discreta durante a campanha do marido. O tropeço na convenção republicana de julho, quando se descobriu que havia plagiado parte de um discurso de Michelle Obama, a fez retrair-se ainda mais.

Apenas na última semana ressurgiu para um novo discurso, desta vez para apelar ao entendimento, em meio a uma das campanhas mais agressivas da história americana: "Temos de encontrar uma forma melhor de conversar, de discordar, de nos respeitarmos", disse, falando inglês com sotaque.

Melania também apareceu em programas de TV para defender o marido de uma das principais polêmicas dessas eleições -- o vídeo em que Trump se gabava de apalpar as mulheres sem seu consentimento. "O homem que conheço não é assim", afirmou Melania. 

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